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Notícias de pacientes que decidem fazer um rápido procedimento estético , como por exemplo no nariz e acabam internadas por complicações, como causadas pelo preenchimento com ácido hialurônico,  substância usada para tratar sinais de envelhecimento ou corrigir marcas no rosto, não é isolado. Tido como seguro quando feito por profissionais habilitados, o preenchimento com ácido hialurônico tem potencial invasivo, e quem o faz deve conhecer anatomia da face, farmacologia e características físico-químicas do material utilizado. Isso, no entanto, nem sempre acontece.

Pessoas que procuram clínicas em busca da rinomodelação, acabam na emergência, como resultado do nariz necrosado, correndo o risco de perder a visão e até mesmo sofrer um AVC. Uma dermatologista, convocada para a junta médica explica que casos assim não são isolados. Tido como seguro quando feito por profissionais habilitados, o preenchimento com ácido hialurônico tem potencial invasivo, e quem o faz deve conhecer anatomia da face, farmacologia e características físico-químicas do material utilizado. Isso, no entanto, nem sempre acontece.

As estatísticas com relação ao procedimento são mais de sucesso. Mas temos visto muitas complicações, e isso assusta. Não é algo banal ou simples de realizar. Nossa preocupação é alertar sobre qual profissional escolher. Há relatos frequentes de quem faz em salão de beleza. É uma injeção, não uma massagem. Cabe ao paciente escolher um profissional médico, primordialmente dermatologista — indica Luiza Guedes, coordenadora da área de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RJ).

Os especialistas ressaltam que o profissional, além de saber aplicar o ácido, deve ser capacitado para lidar com eventuais complicações. Para a dermatologista Lucila D’Amico Póvoa, o conhecimento da anatomia é fundamental:

— Deve-se saber exatamente qual caminho o ácido vai percorrer. Também temos que ter no consultório uma substância chamada hialuronidase, que anula o efeito do ácido hialurônico. Se houver a obstrução de algum vaso, a gente pode observar e aplicar o produto.

Portanto, o procedimento realizado por biomédicos, por exemplo não é indicado. Tanto, que os dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que, em 2016, o número de procedimentos não cirúrgicos teve um crescimento de 79,15% em relação a 2014. A aplicação de toxina botulínica, o botox, teve aumento de 96,4%, seguido da técnica de preenchimento, com 89,5%. A banalização desses procedimentos, sem pesquisa prévia, preocupa Sergio Palma, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia: “Há inúmeras doenças dermatológicas que devem ser identificadas antes de qualquer procedimento, como peeling ou botox, assim como as contraindicações, como ter doença autoimune.”

O debate sobre quem pode ou não realizar o procedimento já chegou à Justiça. Em outubro de 2016, uma determinação judicial no Distrito Federal proibiu os biomédicos de realizar procedimentos comuns em clínicas de estética como botox, preenchimentos e peelings profundos.

Segundo a advogada Melissa Areal Pires, a “judicialização” da questão começa em 2013, com a Lei do Ato Médico- Um inciso do artigo 2°, que estava no projeto de lei e acabou vetado, dizia que a “formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica” seriam “atividades privativas do médico”. Depois disso, explica Melissa, diversas entidades, como de biomedicina e conselhos de odontologia, passaram a emitir resoluções autorizando aqueles profissionais a formular diagnóstico e dar prescrição terapêutica, ou seja, profissionais de saúde começaram a identificar oportunidades. Quando os problemas começaram a surgir, em tratamentos que a medicina considera um ato dela, o Conselho Federal de Medicina começou a processar as sociedades de biomedicina, de odontologia. Eles entendem que essas autorizações colocam em risco a vida.

Tanto, que a própria advogada afirma ainda que, conforme as decisões foram sendo concedidas, a Justiça começou a dar entendimento favorável aos médicos : “Na dúvida, hoje, eu indicaria que procurasse um médico — aconselha a advogada. — O dentista ou outro profissional de saúde tem que ser honesto. Se naquele momento está proibido judicialmente de fazer aquele processo, ele tem que explicar isso para o paciente.”

*Fonte Sociedade Brasileira de Dermatologia


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